Pedro Magalhães

A coligação nas últimas sondagens

Já houve cinco sondagens de intenção de voto nas legislativas que colocaram a coligação pré-eleitoral PSD-CDS (PaF) no menu de opções, em vez dos dois partidos separadamente. O POPSTAR já as inclui, graças ao excelente trabalho do Sílvio Moreira, do INESC-ID, e do Miguel Maria Pereira, da Washington University. As estimativas das sondagens para o PaF oscilam entre os 33% do último estudo da Eurosondagem e os 38% da Católica no estudo divulgado hoje. Aplicado o nosso filtro de Kalman, utilizando a informação anterior mas actualizando-a com os resultados da Católica, a estimativa está agora nos 35,9% para a coligação. É cedo para dizer se a coligação está a subir: se assim for, isso terá forçosamente de ser confirmado nas próximas sondagens da Aximage e da Eurosondagem. Se elas não confirmarem isso, o resultado da Católica terá de ser interpretado ou como um acaso ou como um “house effect” específico da Católica em comparação com os restantes. E se for um “house effect”, a resposta à pergunta “Qual a melhor estimativa?” ficará por dar. Ou digamos antes: a melhor estimativa é, provavelmente, a do POPSTAR…

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Contudo, há uma coisa que se pode dizer com segurança. A nossa última estimativa separada de PSD e CDS, de meados de Abril, dava-lhes 27,9% e 6,8%, respectivamente. Somados, 34,7%. Logo, à pergunta “Vale a coligação menos que a soma dos seus membros?” a resposta parece ser um claro “Não”.

Deixei propositadamente no gráfico acima as estimativas para o PS desde pouco antes da crise de liderança (na sequência dos resultados das Europeias) para que se perceba outra coisa. Podemos gastar os rios de tinta e os biliões de píxels que quisermos sobre a “descida” do PS, mas até agora não se infere descida alguma. Imediatamente antes das Europeias, o PS estava estimado em 37,4%. Em Dezembro, 37%. Hoje está em 37,5%.

Nos restantes partidos, tudo relativamente estável. A CDU, depois de uma descida em relação aos melhores valores da legislatura, cujo início coincidiu com a chegada de Costa à liderança do PS, tem estado estável em torno dos 10% desde o início de 2015. PDR e Livre não aparecem discriminados na sondagem da Católica, pelo que ficam na mesma na nossa estimativa. O Bloco, com um resultado muito bom nesta última sondagem, sobe um pouco.

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