Pedro Magalhães

Dúvidas existenciais (terceira)

O crescimento do BE. Estou um bocado cansado, pelo que vou ser sintético.

1. Em relação ao que teve em 2002, acho que restam poucas dúvidas que o BE vai crescer bastante em termos proporcionais.

2. Como disse sobre a CDU e o CDS-PP, a questão da “ordem relativa” dos partidos é uma questão a que, na verdade, as sondagens não estão a responder, nem podem.

3. Dito isto, acho que há três riscos bem presentes de sobrestimação:
– sobrevalorização do eleitorado urbano;
– não tomar em conta que, nos círculos mais pequenos, os eleitores têm de ser mais estratégicos para eleger deputados e que, logo, podem abandonar o BE à última hora;
– a possibilidade de que as intenções de voto recolhidas sejam meramente “expressivas” e de “protesto” e que, logo, não se realizem no dia das eleições, especialmente entre os eleitores mais jovens.

4. Mas dito isto, mais uma vez: quando as teorias são pouco sólidas, o melhor é ignorá-las e dar o resultado que a amostradeu. O resto são palpites, que podem ou não funcionar. Mas se queremos prever resultados com palpites o melhor é deixar de fazer sondagens.

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