Pedro Magalhães

Sobre a Appalachia (em resposta a um comentário)

Obama zeros in on Ohio
Strickland helps nominee court Appalachian vote
Friday, October 10, 2008 3:04 AM
By Joe Hallett

PORTSMOUTH, Ohio — With Appalachian Ohio’s favorite son in tow, Democratic presidential nominee Barack Obama last night appealed to voters in the state’s most economically distressed and politically fickle region, one which could decide the outcome of the Ohio election. A month to the day from his last visit to Ohio, Obama began a strategic swing to an area that was unfriendly to him in the March primary election, stressing that his economic plan offers more to voters than “John McCain’s George Bush policies.”
Obama zeroed in on another dismal day on Wall Street following yesterday’s 679-point Dow Jones loss.
“Now is not the time for fear or panic; now is the time for resolve and leadership so we can steer out of this crisis,” Obama told a huge outdoor gathering at Shawnee State University.
Obama was joined at every stop yesterday, including Dayton and Cincinnati, by Gov. Ted Strickland. But nowhere does he need Strickland’s help more than in Ohio’s 29-county Appalachian region, which Strickland won with 70 percent of the vote in 2006 and Obama lost by an average of 44 points per county to Sen. Hillary Clinton in the March primary.
Greeted like a hometown hero, Strickland beseeched the crowd “to put aside the angry rhetoric and smear tactics” of the McCain campaign and vote for Obama in their own economic self-interests.
On the same day that the National Rifle Association endorsed McCain, Strickland reassured voters in a gun-loving region that “if you are a hunter or a gun owner … you have nothing to fear from Barack Obama. You spread the word — Ted Strickland said so.”
Appalachia Ohio is a traditional swing area in presidential elections — Republican President George W. Bush won it twice and Democratic President Bill Clinton won it twice before him — because voters often are in a throw-the-bums-out mood because of chronically high unemployment.
(continua)

One Commment

  1. Caro Pedro,

    Obrigado pelo post. Em todo o caso, o meu argumento tem muito a ver, pese embora as minhas diferenças ideológicas com eles com o livro de Douthat e Salam, “The Grand New Party: How Republicans can win the Working Class…”. A tese central é eminentemente sociológica. Mas parte da Economia para a Sociologia. Argumentam os autores que são as classes mais desfavorecidas (os desempregados, os blue collar workers da rust belt, os que perderam postos nas minas de carvão da West Virginia) entre outros, que mais sentem os efeitos da mudança económica. E por isso, o ideário republicano conservador (no sentido de conservadorismo social) é particularmente apelativo: porque ao serem atingidos economicamente, foram estes grupos que mais sofreram com o aborto, os divórcios, as mães solteiras, os grupos que mais se uniram em torno de coisas como luta livre, e a “friendship of man”, leia-se WASPs. O conservadorismo social tornou-se uma matriz ideológica de defesa e identificação. Por isso, a direita evangélica tem peso aqui. E por isso Bush levou a maioria da rust belt e da Appalachia por duas vezes. Eu entendo que obviamente o lógico em tempos económicos difíceis seria virarem-se para Obama. Mas entre Obama e Palin, não suspeita que o core da Appalachia prefira a segunda? Digo isto, porque apesar de todos os meus estudos (alguns revelados no blogue) darem nota de que Obama vencerá, eu tenho dificuldades sobretudo em acreditar que ele vença no Ohio ou na West Virginia (onde ontem a Research 2000 lhe dava +8, e onde o pollster.com tem o estado como toss up). Chame-lhe falta de fé na boa gente das margens do Rio Ohio…Mas é que as piores performances de Ohio na Virginia, de acordo com a Survey USA, também são sempre em Shenando….o que parece um padrão. O Kentucky seria outro sinal disso….

    Carlos Santos
    P.S. Note que como não sou um bayesiano, as minhas próprias projecções dão a vitória no Ohio a Obama.

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